Missão Espiritual do Brasil

O Brasil tem uma missão espiritual decisiva para o mundo: ser o primeiro país a despertar coletivamente.

E 2026 é o ano que essa missão pode acontecer.

Não digo isso como crença, nem como previsão espiritual. Digo olhando para os fatos, para o clima do país e para o que se organizou diante de nós.

O Brasil chegou a um nível de polarização inédito porque formou dois líderes capazes de despertar ódio em escala máxima. Esse ódio passou a dominar o campo coletivo. Ele atravessa famílias, amizades, conversas. Está no corpo das pessoas, no tom das relações, no cotidiano. E, com a eleição de 2026, tudo indica que essa energia vai se intensificar ainda mais.

Nada disso é aleatório.

O que estamos vivendo faz parte de um processo de preparação. Um campo sendo tensionado ao limite para que aquilo que estava inconsciente se torne visível. Em termos espirituais, o aprendizado coletivo acontece assim: primeiro, o erro aparece com clareza. Só depois, a consciência pode agir.

Há décadas se fala de uma função espiritual do Brasil. Chico Xavier usou a expressão “pátria do Evangelho”. Trigueirinho dizia que o Brasil seria o “farol da humanidade”. O que vivemos agora me parece a tradução concreta e contemporânea dessas visões.

Chegamos a esse ponto por meio do ódio. Porque apenas uma energia dessa intensidade seria capaz de trazer o inconsciente coletivo inteiro à superfície. O ódio, neste momento, não aparece como fim, mas como instrumento de revelação.

Ele está a serviço.

Ele mostra, em cada um de nós, exatamente onde a nossa consciência se perde. E é justamente aí que existe aprendizado. A oportunidade surge quando esse ódio é reconhecido internamente, em vez de ser projetado para fora.

Porque quando o ódio é observado com presença, algo muda. Ele começa a perder força. Porque o ódio só se sustenta na inconsciência.

Observar o ódio é como acender uma luz em um ambiente escuro. A escuridão não precisa ser combatida. Ela simplesmente desaparece quando a luz entra.

A transformação energética real não acontece pela luta, mas pela consciência.

Tudo o que foi despertado até aqui, a tensão, a polarização, o desgaste emocional, é o material com o qual nossa missão pode ser cumprida. Se apenas observamos uma energia sem nos deixar ser dominado, ela se enfraquece. E, ao mesmo tempo, a consciência se fortalece.

Por isso essa é a minha proposta para cada brasileiro em 2026: “não deixe o ódio se expressar através de você,  quando ele vier apenas observe e resista à vontade de deixar ele assumir o comando.”

Quanto mais pessoas fizerem esse movimento internamente, mais nosso campo coletivo se iluminará.

Não vejo 2026 como um ano definido pelo resultado do físico, quem ganha ou quem perde. Vejo como um ponto de virada, determinado pela qualidade da consciência com que atravessaremos esse período.

Esse é  um momento raro de aprendizado profundo.

E uma oportunidade histórica para o Brasil cumprir sua missão espiritual.

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